Review: "Italian Folk Metal" - Nanowar Of Steel

Os reis do sympho power folk metal italiano Nanowar Of Steel (Rhapsody Of Fire? Elvenking? Nunca ouvi falar!) deram um certeiro passo para tomar de assalto o posto de maior banda de metal do planeta! E isto graças à Italian Folk Metal, seu preciosíssimo trabalhado lançado no último dia 2 pela Napalm Records

Desde 2003 brincando com todos os clichês do metal ao longo dos álbuns Other Bands Play, Nanowar Gay! (2005), Into Gay Pride Ride (2010), A Knight At The Opera (2014) e Stairway To Valhalla (2018), o Nanowar chega ao ápice criativo e técnico com Italian Folk Metal

Cantando sobre as belezas da Itália, o disco conta com uma gama de participantes que vão desde Francesco Paoli, Alessandro Conti, Giada Jade EtroDr. Pira, The Rumpled e ele, o guerreiro nórdico do inox Giorgio Mastrota - que é uma espécie de Ciro Bottini local -, que já foi homenageado em A Knight At The Opera com uma música que leva seu nome. 

Quem leu o texto até aqui já deve ter percebido que o Nanowar "não é uma banda séria". Com a ideia de explorar os principais clichês de um estilo saturado pelo clichê, a banda consegue ser muito mais empolgante que as demais graças às pitada de humor nas músicas e o fato de cantá-las na sua língua natal.

Ótimo do início ao fim, o disco tem momentos espetaculares como L'Assedio di Porto Cervo, La Maledizione di Capitan Findus, La Polenta Taragnarock, Scugnizzi Of The Land Of Fires (tô passando mal de rir com o arranjo principal de teclado!), Il Signore degli Anelli dello Stadio e Sulle Aliquote Delle Libertà.

Acompanhando o Nanowar Of Steel desde 2010, fico extremamente feliz da parceria da banda com a Napalm que, dentro das suas possibilidades, irá levar o som desses italianos para um público bem maior. É merecido. Todos precisam ouvir. 

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